Maior jornal alemão enfrenta a China

Fonte da imagem: Bild.de (à esquerda, o ditator chinês Xi Jinping; à direita, Julian Reichelt, editor-chefe do Bild)

Já virou sino-mania enviar carta à imprensa (não alinhada ao regime comunista) reclamando da cobertura jornalística relacionada ao novo coronavírus.

Dias atrás noticiamos a postura firme e bem humorada do The Daily Telegraph (lembre aqui), jornal australiano que não se intimidou com pressão do Consulado Chinês em Sydney.

Situação bastante semelhante tem acontecido na Alemanha.

A exemplo do TDT, o Bild, maior jornal alemão, tem cobrado publicamente a responsabilidade da China pela crise ocasionada pela COVID-19.

Em 15 de abril, o jornal publicou editorial intitulado “Was China uns jetzt schon shuldet” (“O que a China já nos deve agora“). Acima, também foi categórico: “Bild apresenta a conta do corona“.

Reprodução: Bild.de

A reação foi imediata. Horas depois o porta-voz da Embaixada da China em Berlim publicou carta aberta ao editor-chefe do jornal alemão, dizendo-se surpreso com a postura do periódico de culpar o país pela situação.

Reprodução: carta aberta no site da Embaixada da China na Alemanha

A Embaixada tentou demonstrar a ausência de culpa da China pela pandemia, alegando que o país teria mantido a OMS informada regularmente desde o início da detecção do problema.

Também atacou: afirmou que muitos países tiveram tempo para se preparar contra disseminação da doença, e que hoje muitas pessoas tentam culpar a China para “esconder suas próprias falhas e fraquezas”; acusou o Bild de nacionalismo, preconceito e xenofobia; e perguntou: “na sua redação [do jornal], de onde vem a aversão ao nosso povo e ao nosso Estado?”.

O editor-chefe não se amedrontou e, no dia seguinte (16), respondeu à carta DIRETAMENTE ao ditador chinês, Xi Jinping.

Reprodução: Bild.de (no alto, “Editor-chefe escreve ao Chefe de Estado da China” )

Sob o título “Você [Xi Jinping] está colocando o mundo todo em perigo”, o texto é bastante incisivo. Alguns trechos:

– “Você governa pela vigilância. (…) Você monitora tudo, todo cidadão, mas se recusa a monitorar os mercados úmidos e doentios em seu país”;

– “A vigilância é a negação da liberdade“;

– “Você planeja fortalecer a China em virtude de uma praga que você exportou. Você não terá sucesso. Corona será seu fim político, mais cedo ou mais tarde”;

Já anotamos que a verdade e a coragem podem salvar o mundo.

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