
É antiga a perseguição do Partido Comunista Chinês (PCC) a seus concidadãos da etnia uigur, minoria religiosa muçulmana que vive na província de Xinjiang, no oeste do país.
Nos últimos meses, porém, passaram a circular com mais frequência notícias de que o feroz regime chinês estaria inclusive aprisionando e enviando os uigures a campos de concentração, onde são submetidos a trabalhos forçados.
E o que era desconfiança parece agora se confirmar.
Há alguns dias têm circulado vídeos que comprovariam a detenção de uigures, que, em algumas imagens captadas por um drone, estão sentados em grupo, enfileirados, cabisbaixos, com os olhos vendados, sob a vigilância implacável de soldados, que os conduzem aos trens estacionados no local. É revoltante:
Há também imagens de outros grupos, que caminham enfileirados, encapuzados, cercados de militares (na proporção de dois milicos por prisioneiro):
As autoridades chinesas não tem esclarecido a situação – não que se esperasse postura diversa. Em recente entrevista concedida à BBC, o embaixador da China no Reino Unido, Liu Xiaoming, foi confrontado com um dos vídeos e questionado veementemente sobre o que está ocorrendo em Xinjiang. Apenas tergiversou:
Considerando a gravidade da situação – há fortes indícios até de genocídio da minoria -, assusta a tímida reação internacional frente ao absurdo, até agora. Com exceção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a revolta não tem ecoado como deveria no mundo ocidental.